segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Para onde vamos após nossa morte?

   Pelo título deste diário dá-se a impressão de que vou falar sobre algo sobrenatural ou do gênero mas apenas vou contar um acontecimento numa das minhas observações das aves.
   "Para onde vamos depois de morrer?" esta foi a pergunta que fiz para minha mãe quando eu era criança. Minha mãe, como muitas outras pessoas, me respondeu que os bons iriam para o céu e os maus para o inferno. Então eu perguntei: "Mas e os pássaros? Eles sempre vão até lá em cima no céu e voltam, eles também vão para o céu quando morrem?" . Minha mãe não soube me responder...
   Nas minhas visitas ao mar para observar as aves sempre avistei muitas gaivotas, pombos, pardais, patos e corvos. Mas apenas poucas vezes avistei uma ave de rapina. Escolhi um dia de tempo bom e fui com a intenção de fotografar essa bela ave. Com muita sorte essa ave apareceu no dia em que fui lá com minha câmera.
    Realmente uma bela e enorme ave.
    O mais impressionante foi a sua velocidade em apanhar sua presa.
    Experimentei jogar um pouco de pão para ver se pegava
     Desceu até a areia, pegou o pão e comeu...
    Assim como existem quem ama as aves como eu, existem aqueles que as caçam por puro prazer de matar.
   Algumas vezes presenciei um certo sujeito munido de uma arma de pressão atirando nas gaivotas, patos e corvos.
   No Japão a caça é ilegal e sujeita a severas punições, mas falta fiscalização. E para piorar tem a tal "licença para caça" que deixa o sujeito imune às penalidades da lei.
   Certo dia fui novamente ao mar na intenção de tirar fotos melhores dessa ave de rapina e apenas encontrei o que sobrou dela. Pode ser que algum caçador a atingiu, caiu no mar  e as ondas a trouxeram para a superfície. Como não tenho provas não posso falar muito, mas foi realmente lamentável. 
 
 
   Agora fica a pergunta: o caçador vai para o inferno por tirar a vida de inocentes aves? Duvido muito. Não acredito em vida após a morte ou nesse tipo de assunto, apenas tudo se acaba quando morremos, a nossa imortalidade é relativa, só existirá enquanto existirem aqueles que mantém nossa memória viva. Portanto, viva a vida com toda a intensidade, descubra coisas novas, se desapegue dos padrões e conceitos que a mídia e a sociedade criam só para lucrar, esteja bem consigo mesmo e, o mais importante: seja feliz!

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